História

O contexto da imprensa durante 1968

Beatriz Kushnir,
Cães de Guarda – Jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988


Trechos do livro de Beatriz Kushnir, Cães de Guarda – Jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988, uma história do Grupo Folha, aqui centrado na Folha da Tarde no período de 1967 e 1968, onde aparece o papel de repórter de Merlino no 30º Congresso da UNE, em Ibiúna.

Merlino e o 30.º Congresso da UNE - Um defunto que não morreu

Luiz Eduardo Merlino (texto publicado sem assinatura)


“A UNE é um defunto que não morre. Em 1964 o governo disse que ela não mais existia: estava na ilegalidade, tinha virado ex-UNE. Mas um ano depois ela estava de volta com o presidente e diretores eleitos. Agora dizem que ela morreu de novo mas os estudantes falam: a UNE somos nós.” Com estas palavras Merlino abre a matéria publicada na Folha da Tarde de 14/10/1968, onde narra a reorganização da UNE depois do golpe de 1964.

Merlino e o 30.º Congresso da UNE - Um triste congresso

Luiz Eduardo Merlino (publicado sob o pseudônimo de Antônio Mello)


“Durante três dias o repórter Antonio Mello viveu a mesma vida dos estudantes que participaram do Congresso da UNE: andou debaixo de chuva, comeu muito pouco, dormiu menos ainda. Acabou também preso, como eles, numa cela úmida do presídio Tiradentes.” Assim Merlino inicia, sob o pseudônimo de Antônio Mello, a narrativa sobre o cenário em que se desenrolou o 30º Congresso da UNE, publicado na Folha da Tarde de 14 de outubro de 1968.

Luiz Eduardo Merlino no 30.º Congresso da UNE, como jornalista e militante

Beatriz Kushnir,
Cães de Guarda – Jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988


Novos trechos do livro de Beatriz Kushnir, Cães de Guarda – Jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988, uma história do Grupo Folha, aqui narrando sucintamente a militância de Luiz Eduardo Merlino e sua morte no DOI-CODI de São Paulo, vítima de tortura, em julho de 1971.

Mortos e desaparecidos políticos: a luta por verdade e justiça no Brasil

Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos


Neste artigo a Comissão de Familiares apresenta um dos mais importantes acervos recolhidos de informações sobre a repressão da ditadura militar que se encontra no Dossiê de mortos e desaparecidos do Brasil (1964-1985).

Merlino e o 30.º Congresso da UNE - Quem é ela?

Luiz Eduardo Merlino (assinado como Eduardo da Rocha e Silva)


“A União Nacional dos Estudantes começa nas salas de aula com os problemas que os estudantes enfrentam numa Universidade em crise. Ali eles começam a brigar (ou a fazer ‘agitação’, como querem os homens da Polícia). Encontram uma Universidade cheia de falhas, sem verbas, sem vagas, sem professores. Sabem que o governo quer mudar esta Universidade para uma outra que seja paga e que atenda aos interesses do ‘desenvolvimento nacional’, ou seja, que forme técnicos em grande quantidade para as indústrias.” Sob a assinatura de Eduardo da Rocha e Silva, na Folha da Tarde de 14/10/1968, Merlino responde ao governo da ditadura militar que achava ter acabado com a UNE ao ter desbaratado o seu congresso. Em seguida publica um manifesto do movimento “Universidade Crítica”, a voz do POC no movimento estudantil.

POC-Combate

Neste texto Angela Mendes de Almeida narra a criação e evolução do POC (Partido Operário Comunista) e o estabelecimento de suas relações com a Quarta Internacional.